Misérias poéticas de madrugadas insones

Entre santos e dragões

Entre santos e dragões

Sempre quis palavrear sobre o amor

Amor que sinto

Amor que deito

Amor que tenho

Amor que toma

Amor que desejo

Amor que gozo

Amor que dou

Amor que dói

Amor que dois

Amor que três

Amor que mais

Amor que traz

Amor que esquenta

Amor que é tormenta

Amor que espanta

Amor que aperta

Amor que desperta

Esses dragões das madrugadas insones

Em que não há santo que dê jeito

Nisso que sinto

Nisso que deita

Nisso que tenho

Nisso que toma

Nisso que deseja

Nisso que goza

Nisso que dá

Nisso que dói

Nisso que dois

Nisso que três

Nisso que mais

Nisso que traz

Nisso que esquenta

Nisso que atormenta

Nisso que espanta

Nisso que aperta

Nisso que desperta

Isso que é palavra aberta

Vazada

Furor

Impulso que pulsa

Vaga que insiste, voraz

Ah… o amor…

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