
“Oficina do Diabo” traz os relatos fragmentados de Miguel, um homem que se vê na iminência de ter apagada a memória devido a um tumor no cérebro. Na tentativa de registrar o que ainda resta de sua história, ele se confronta com elementos que fundamentam o processo da escrita: inspiração, memória, experiência e, o pior deles, o diabo.
Autor: Robert de Andrade – Impresso: 168 paginas – R$32,00

Quatro idosos moram no mesmo prédio e têm em comum a solidão, até que juntos decidem fazer alguma coisa para dar sentido à vida. Eles inventam diversas ocupações como plantar tomates, jogar xadrez, pôquer, até tomar comprimidos a base de THC, mas o que de fato lhes dão um novo ânimo é o insólito crime que acontece no apartamento ao lado. Agora cada um irá em busca de pistas para desvendar o mistério.
Autor: Robert de Andrade – Impresso: 164 pgs – R$32,00
Um soneto decassílabo, preso à forma que determina em sua composição o uso de 10 sílabas poéticas, além de dois quartetos e dois tercetos, certamente não será encontrado nessa obra que subverte as estruturas literárias. Com primorosa licença poética, Domingos Barroso da Costa ultrapassa, sem dó nem piedade, as regras que tentam definir as qualidades artísticas, não como um rebelde sem causa ou um aventureiro que desconhece o terreno em que se está pisando. Muito pelo contrário, Barroso conhece bem aquilo que ele descontrói. “Crontos e cônicas, entre tormentos e imp(r)udências poéticas” nos apresenta contos que perpassam pelo cotidiano do homem pós-moderno, se misturando a crônicas que se encerram com desfechos surpreendentes. O livro traz também textos dedicados puramente a registrar emoções antes que essas desapareçam, bem acomodados ao lado de registros e reflexões sobre um mundo que insiste em se mostrar inóspito. Sem a pretensão de inaugurar um novo formato, simplesmente por traspassar o modo tradicional de se escrever, Domingos deixa a “impressão” de que com a escrita é possível reexperimentar, quantas vezes desejar, as experiências já vividas.



