(des)levezas

Dos limites do direito e sobre como gostamos de ser enganados[1] Tratando de alguns vezos do legislador penal latino-americano, em seu “Em busca das penas perdidas”, Zaffaroni o equipara ao caçador paleolítico, que espera capturar sua presa assim que a desenha na parede de sua caverna[i]. A analogia é excelente,

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(des)levezas

De vinganças públicas e justiças privadas: o fetiche punitivista e o colapso do estado de direito[1] O estado de incerteza e insegurança causado pelo atual cenário político, econômico e social permitem dizer que a democracia brasileira talvez enfrente sua pior crise desde a promulgação da Constituição de 1988. Os tempos

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Nossa expulsão do paraíso[1] Uma das coisas mais interessantes sobre as quais a Psicanálise me fez pensar diz respeito à nossa expulsão do Paraíso. Isso mesmo. Sobre aquele lance de comer a maçã proibida e, a partir de então, ter vergonha de nossos corpos nus, ter de trabalhar para comer,

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(des)levezas

Seres à beira do abismo[1] “Já perscrutamos bastante as profundezas dessa consciência e é chegado o momento de continuarmos a examiná-la. Não o fazemos sem emoção ou estremecimento. Nada existe mais terrível que esse tipo de contemplação. Os olhos do espírito não podem encontrar em nenhum lugar nada mais ofuscante,

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Misérias poéticas de madrugadas insones

Nada Isso que me faz desejar tudo Menos o nada Nada que já tenho fundo E, se tudo tivesse, Nada desejaria Não seria Esse tudo ou nada – a ter Esse nada e tudo – a desejar.

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Misérias poéticas de madrugadas insones

Diante de seus abismos de dentro, agarra-te ao que lhe é outro; recorre aos fios da palavra e tece suas tramas, à frente a esperança e, sob a corda em que te equilibras, o poço de águas paradas, que é túmulo de Narciso e casa de sereias amaldiçoadas a um

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Crontos, cônicas e afins

Gente Podre[1] Domingos Barroso da Costa – Gente podre… Sartre tinha razão!             Com essa frase, Ricardo Augusto II começava a subir a ladeira que levava ao cemitério da Boa Morte.             De dentro da limousine funerária, olhava com expressão de nojo para as pessoas que, apenas por aquele momento

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Crontos, cônicas e afins

Moto-contínuo[1] Na grande cidade pós-moderna, o progresso um dia cultuado se traveste de barbárie. Nela jaz o sonho de felicidade fragmentado em rápidos prazeres. A produção se aliena no consumo, num movimento intenso e ininterrupto que não permite que o presente aceda ao futuro. Um perene agora de necessidades insatisfeitas

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