Misérias poéticas de madrugadas insones

Palavra que lavra que livra que leva Palavra que prova que priva que parla Palavra que parece que vale que vela Por essas almas parvas parlêtres que, sem ela, não são.  

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(des)levezas

Terríveis, torpes e intermináveis trevas Não bastasse o extremo pesar diante da perda de uma das vozes que bravamente clamavam por luz neste país – no que registramos nossa homenagem ao grande Paulo Henrique Amorim -, ainda temos de lidar com proféticos atos falhos de um mi(n)to terrível e decrépito,

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(des)levezas

Age, um Estado criminoso, em nome da Justiça?[1] Nunca é demais lembrar que um Estado de Direito se caracteriza pela autoimposição de limites racionais ao exercício do poder, tratando-se, assim, daquele que institui a lei para impedir que soberania se perverta em absolutismo, que o sujeito seja assujeitado pelo Estado.

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Misérias poéticas de madrugadas insones

Clarobscuressência Se há luz, há sombra e só onde houver sombra, me crio sujeito que sou pendendo entre a luz, que revela e a escuridão, que me vela abrigando, em interditos, não-ditos para que apareçam meus ditos Mal ditos, sempre serão! Porque não há palavra bem dita e é só

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Entre bananas, mercadores, asnos e contradições Em Bananeiras, a suma canalhice se apoia em radical ignorância satisfeita de si para equacionar contradições insanáveis a um olhar minimamente atento – e honesto: lá se admite que se pratique a corrupção ao argumento de que se combate a corrupção. Noutras palavras, em

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Misérias poéticas de madrugadas insones

Receita de inverno a quem Amo Amei Amarei deixo inscrito, em palavra viva, este meu Amor que é tanto um quanto inquietante tão quente quão simples bem terno especial para o inverno.

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Crontos, cônicas e afinsGeral

O testemunho – Ajeita a luz, Silveira. Isso… Pronto! Testemunho 22, take 1. Gravando. – Sim, meu nome é Mário de Souza Bittencourt, ex-ator de televisão. Tenho 26 anos. É… eu atuei naquela novela, sim. Falar sobre minha vida? Desde pequeno tenho manias, vícios. Lembro-me quando ficava o dia inteiro

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(des)levezas

De bombeiros piromaníacos e a exploração midiática da violência[1] Segunda-feira, 25 de setembro de 2017, TV ligada em canal aberto, apenas para que algum barulho embalasse a espera pelo almoço. De repente, uma notícia ilustrada por imagens de uma câmera de segurança chama a atenção: na tela, um homem bolina

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Crontos, cônicas e afins

O Time do Bairro[1] Quinique, eu, Valtinho, Pirica, Juninho e Dedé. No banco, Gaia, Cesário e Vovô. Esse era o escrete que defendia as cores de um pequeno bairro, erguido para abrigar os operários de uma siderúrgica francesa que se instalou na primeira metade do século passado em uma cidade

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Relicário

Moro e o sonho de Ícaro Quem nunca sonhou voar?             Qual criança não pediu asas a seus pais?             O sonho de ir mais alto, de ver o mundo de cima, de estar em posição superior, desde sempre esteve presente na história da humanidade.             Na mitologia grega, havia

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