Robert de Andrade
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Robert de Andrade

Robert de Andrade nasceu em Belo Horizonte, Minas Gerais, em 1980, e além do gosto pela literatura, sempre teve um profundo interesse por livros, na condição de objecto. Começou a ler bem cedo e tem predileção por autores russos e norte-americanos. Cursou Comunicação Social com ênfase em Produção Editorial, sendo o melhor aluno do curso. Na busca pela publicação de seus textos, criou, ao lado de Barroso da Costa e Cind Canuto, Os impublicáveis, dando visibilidade a textos de autores desconhecidos na internet e na revista do grupo (impressa e virtual). Como escritor já publicou contos e resenhas literárias em diversas antologias, sites e revistas. Em 2005 foi finalista do Prêmio SESC de literatura, na categoria romance, com a obra Os Especialistas.

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Na época de escola, aluno da sétima série do Colégio Flávio dos Santos, situado no cruzamento da Rua Jacuí com Avenida Cristiano Machado, uma das mais movimentadas de Belo Horizonte, participei pela primeira vez de uma manifestação. Mais tarde acabei me embrenhando no movimento estudantil da UBES. Uma colega tinha

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Robert de Andrade

Vou viver o meu tempo Correr, só por esporte Levar a pressa a passos lentos Infligir o relógio alheio.   Vou fugir do prazo Sofrer, só por acaso Vencer o tédio na teimosia Partir minha preguiça ao meio.   Quero ver o mato crescer Ler Proust enquanto aguardo a minha

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Robert de Andrade

À noite, na calçada em frente ao Hotel, acendo um cigarro. Aqui não se pode fumar em nenhum lugar, nem no quarto. A área do fumante é a rua. Uma moça muito magra, maltrapilha e provavelmente viciada em crack se aproxima e me pede um cigarro. Depois de entregar-lhe o

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DesconversasRobert de Andrade

A última edição da revista impressa Os impublicáveis, atendendo a sua inconstante periodicidade, foi lançada em abril de 2013. Esse número trouxe como principal temática a mídia e seu editorial alertava para o fato de que somos, ainda, incapazes de transformar sujeitos inanes em ativistas ferozes, desses que encontramos diariamente escondidos

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Robert de Andrade

Berenice andava para um lado e para o outro feito uma barata tonta. Mudava um ou outro objeto de lugar, limpava o que estava limpo, acendia velas e guardava os porta-retratos. Uma preocupação de mãe que casa a primeira filha, doces, bebidas, convidados, adornos… As filhas já estavam todas casadas

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Robert de Andrade

Deixa sangrar E só estanque quando o veneno sair Se eu delirar Me vê logo um trago mais forte Feito garrafada do norte Pra levantar o que sobrou de mim   Cobra venenosa Mas o caminho fui eu que escolhi Quando sarar Tomo cuidado ao passar por aqui   Deixa

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Robert de Andrade

– E agora, nego, quem será o meu parceiro, Meu contraponto, meu fiel escudeiro? Me diga, mano Porque partiu na contramão, Deixando a mãe, o pai, o filho e eu, irmão?   – É… meu preto, ele partiu pra nunca mais voltar Estava tão lindo antes do baile De boné

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Robert de Andrade

O Brasil está entre os países que mais crescem no mundo, o que não significa a isenção dos problemas de amplitude social. A má distribuição da renda e desemprego, sem dúvida, ainda são barreiras para o crescimento econômico do país. A adoção de programas de redistribuição de renda e outras

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Robert de Andrade

Porei para fora todos os meus demônios, Devolvendo-te as indelicadezas desnecessárias. Num vacilo de tuas pérfidas investidas Terás a minha falsa súplica, Meu impotente remorso, O beijo reprimido E o indulto que não pediste.   Porei para fora toda a minha mágoa E farei de tua vida um inferno. Num

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Robert de Andrade

Resumo O presente trabalho propõe uma reflexão sobre a produção editorial no Brasil na década de 1920, tendo como objeto de estudo o livro Memórias de um sargento de milícias, de Manuel Antônio de Almeida, editado por Monteiro Lobato. A partir dessa edição da obra, lançada em 1925, é possível

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