Com o avanço da nanotecnologia e a novas descobertas na física quântica o homem passou a se sentir ameaçado, o maior medo era de que o computador substituísse o ser humano. Aos poucos a ficção científica parecia estar deixando de ser ficção. A tecnologia sempre recorreu às ciências naturais, o processo de formação de imagem [...]
Archive for the ‘Robert de Andrade’ Category
Pediu um trocado ao poste. Poste não tem nem dá esmola á ninguém, mas não é pior do que os que dão moedas miseráveis sem lhe olhar nos olhos; dão as costas e somem. Poste não tem costas e não foge dos pedintes. Fedem a mijo seco de cachorro, os dois. Seguiu sem saber se [...]
O conto “A compaheirinha” foi (im)publicado no livro “Sombras” da Editora Ideias Bizarras, em 2007. Agora ele acaba de ser traduzido para o espanhol, por Raquel Rezende. Confira abaixo a tradução e o original. Traducción: “La compañerita” “Mi compañerita se va.” Sólo sé de esto porque estoy leyendo esa frase acá en mi cuadernito. También [...]
A gente é um monte de vontade e só. Tudo sempre nos leva de volta a origem, para descobrirmos o óbvio: que ali é o lugar de onde nunca deveríamos ter saído. A paz é o ideal burro dos impotentes, ela é o tédio fantasiado de pombinha branca. Nós nascemos da guerra, centenas de espermatozóides [...]
Meu pai me ensinou a trovejar Na hora certa pros demais engolir o choro Pra saber o motivo válido das coisas a reclamar Pois bom da vida é como ouro Tipo aquelas tardes que o sol pousa nas costas do mar Enquanto a maldade é querela que se sente no couro Minha mãe de sabença [...]
Eu devia era me perder na vontade de ter o tempo todo, mas de quando em quando sou tomado por um desejo de desvendar o que me faz te buscar em tudo, a todo instante. A distância me causa a estranha impressão de te possuir, não como alguém que aguarda o retorno de outrem, mas [...]
Os super-heróis me ajudaram a entender que meus atos jamais teriam a magnanimidade necessária para salvar a humanidade do “mal”, ou seja, eu não vou conseguir mudar o mundo. Não o mudei, no entanto não deixei de tentar. Mais tarde, depois de matar o super-homem e o homem-aranha, voltei a pensar nesses sujeitos poderosos e [...]
Pink Flamingos: nem pense em achar esse título singelo
Posted: 27th julho 2010 by Os Impublicáveis in Robert de AndradeUm amigo me disse que a cena mais bizarra de Pink Flamingos “é aquela transa no meio das galinhas”. Minha mulher diz que a transa bestial não é nada perto da “dança do cu”. O vendedor de ovos, o aniversário de Divine, a antropofagia grupal… Não adianta tentar encontrar a cena mais esquisita ou mais [...]
A matéria do sonho pode ser sentida, tocada ou até mesmo trazida para nossa suposta realidade. No entanto, o domínio sobre este campo da abstração requer uma longa jornada; deve-se ter uma vida miserável ou, no mínimo, monótona, a ponto de rejeitar a vida repetitiva que incide sobre nós quando estamos acordados, preferindo a que [...]
